segunda-feira, 8 de novembro de 2010

The Big Bang Theory



Eu vou confessar que eu não era muito fã de séries, não conhecia muito e nem gostava do modo como as histórias se alongavam, não que eu ame séries agora, ainda não, mas eu to conhecendo algumas legais e vendo o quão boas elas podem ser. Exemplo disso é a hilária e inteligente The Big Bang Theory, uma série que já está na sua quarta temporada, a qual está passando atualmente, que começou a ser exibida em 2007 e meio que é um super sucesso, e eu sei porque. Ela é uma série de comédia, diria que das boas, mas não é essa comédia pastelão dos filmes atuais, mas uma comédia inteligente feita pelos personagens, os quais são verdadeiramente engraçados –com a ajuda dos ótimos atores logicamente- e transformam um simples texto em uma coisa muito divertida.
A série tem como plano de fundo a física, os laboratórios de pesquisas, histórias em quadrinhos, super-heróis e tudo mais que existe no mundo dos nerds. Ela conta a história de Sheldon e Leonard, dois físicos que dividem apartamento e que só tem dois amigos insuportavelmente nerds também, até que chega uma nova vizinha no prédio e mexe com o comportamento desse quarteto bem tapado. Mas isso não tem nada a ver com Show de Vizinha, pois pode lembrar, não, é muito melhor e muito mais inteligente.
Essa série é feita principalmente para pessoas que gostam do mundo virtual, de quadrinhos, para geeks, melhor dizendo, pois o texto dela é feito todo a partir disso, e acredita na inteligência da audiência, pois as piadas são bem boladas e o roteiro não trata o público como um bando de idiotas e toscos com situações manjadas e blá blá blá.
Não é que eu não goste dos outros personagens, mas o grande sucesso da série com certeza se deve ao Sheldon, um físico muito inteligente, anti-social, neurótico e com muitas manias estranhas e bizarras. Ele é tão engraçado e estranho, a personagem é simplesmente sensacional. Mas claro que os outros também são responsáveis pelo sucesso da série, mas talvez um pouco menos do que o Sheldon. O ator demonstra principalmente nas últimas temporadas como ele já está totalmente confortável com o papel, de uma forma intrínseca.
O que também é interessante é que ela não vai perdendo a graça ao longo das temporadas, ela segue do mesmo jeito, alguns não gostam disso, dizem que é sempre a mesma coisa e tal, mas não tem porque mudar se é tão bom assim.
Outra coisa deliciosa é a música da abertura da série, é demais mesmo. Com certeza essa série foi uma das melhores descobertas minhas esse ano, eu sei que eu estou meio atrasada, mas estou recuperando o tempo perdido e já sou uma grande fã. A melhor série de comédia de todas, não sei se a culpa é dos atores, das personagens, do roteirista, não importa, só sei que isso funciona muito bem junto. Bem demais até, que a gente se pega pensando “Meu Deus como eles conseguiram pensar nisso?”.


Marília Dalenogare.

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Síndrome de contos de fada




Uma crítica que eu geralmente ouço e acho bem sem cabimento sobre cinema é sobre a ausência de finais felizes nos filmes. Eu sei, que em comédia romântica é quase obrigatório e que em outros gêneros também é legal, eu não sou uma anti-felicidade, mas é que as vezes tem filmes que pedem algo além disso, além do óbvio, que lidam com uma coisa mais subentendida, mais nas entrelinhas e as pessoas cagam em cima desses filmes, acham uma merda, isso é porque elas não entendem o que aquilo quis passar, o que aquele silêncio, o que aquela coisa vaga significavam, e daí pra variar já saem criticando. Olha essa síndrome de contos de fada atacando as pessoas, a maioria das pessoas já vem mal acostumada desde a infância quando são apresentadas aos contos de fadas e todas aquelas princesas felizes e felizes, que só sabem ser feliz.
Será que sou só eu que vejo beleza em fins tristes e dramáticos? Acredito que não e sinceramente espero que não. Não é só porque aquele casal não acabou junto que o que eles viveram juntos não valeu, é algo assim. Porque se você parar para pensar sobre depois que o filme acaba, o que resta? Felicidade eterna? Não, pode apostar que não, será que aquele casal que se acertou no final do filme nunca mais vai brigar e vai viver em um mundo doce e de perfeita harmonia? Absolutamente não. Então é só você pensar que o roteirista do filme está te poupando de ficar imaginando o depois e já faz eles brigarem ali pra gente entender o que acontece, nos adiantou um tempinho, como se ele nos mostrasse o futuro nos mostrando o presente. Olha que gentil da parte dele.
O que os personagens viveram foi legal, eles foram felizes, mas não quer dizer que eles tenham que passar o resto da vida sorrindo, é castigo demais, isso é só pro Coringa.
É por isso que eu gosto de filmes do Woody Allen, por exemplo, porque ele nos mostra algo mais próximo do real, algo mais palpável, do que a maioria dos outros, ele nos mostra que o grande final feliz não existe, pode existir sim uma longa vida feliz dos personagens, mas não apenas um momento onde eles são felizes e as letrinhas sobem, por isso os finais dos filmes dele são meio abertos, pois os momentos felizes podem vir ou não, de uma forma natural.
Um bom exemplo disso que eu to falando é o filme 500 dias com ela, onde o casal não fica junto no final, e eles não morrem por isso, a vida segue normal, tanto ele quanto ela arrumam outras coisas para fazer além de cortar os pulsos, e é um filme ótimo mesmo assim, na verdade eu acho que ele é ótimo por ser assim,
Mas é óbvio que em determinados filmes um final feliz é o certo, não que isso seja errado, o chato é as pessoas não saberem apreciar os filmes que não tem um final redondinho e nauseante. E eu concordo que quando se trata de romance o melhor é tudo dar certo no final, mas também tem alguns filmes legais, onde as coisas não dão certo e é bem legal também. O lance é saber apreciar o que o filme quer te dizer e não crucifica-lo por ele não ser tão hiper, mega, super feliz. Na verdade o grande barato é enxergar beleza nas coisas tristes e nas coisas naturais. Isso é arte. Isso é a sétima arte.

Marília Dalenogare

sábado, 2 de outubro de 2010

Se for pra ser romance que seja clichê!




Se for pra ser romance que seja clichê. Não adianta, ninguém vai procurar por um filme de romance sem querer ver aquela coisa toda melosa na tela, que chega até ser enjoativo, mas a maioria das pessoas gosta disso, é fato. É difícil alguém ficar feliz com um filme onde o enredo e desfecho são diferentes, é por isso que muitos filmes alternativos, que inovam não emplacam entre o público, claro que salvo algumas exceções, porém não falaremos das exceções aqui. Mesmo criticando todo mundo quer um incentivo cinematográfico para acreditar que o amor pode dar certo. Ó doce ilusão, essa gurizada não tem jeito. Mas é assim, é uma coisa automática desejar que tudo dê certo. Mas nem tudo são flores, tem que ter também a parte da briga, porque sem briga não pode haver reconciliação. Ó lógica! Pois o clímax desses filmes é justamente a parte da retomada onde todos ficam felizes e sorrindo feito idiotas ao assistir o filme. Por isso vai aqui uma pequena lista de filmes românticos bons, clichês, porém bons, os quais têm todos os ingredientes que um filme de romance dos bons devem ter, isso incluindo aquela parte enjoativa do auge da declaração de amor. É cafona, brega, porém imprescindível e necessário para o gênero. Let’s go!

Diário de uma paixão
(2004): Os flashbacks do passado dão um charme e um diferencial especial à história. Ótimos atores e um final lindo. De chorar.

Um amor para recordar
(2003): Tem umas cenas bem melosas, uma história típica de conto de fada, mas tenho que admitir que é bem bonito, melosamente bonito.

O despertar de uma paixão
(2007): Uma descoberta do amor em meio a um lugar inapropriado. O mais legal desse filme é que a descoberta se dá após o amor acabar. Muito bom.

Uma linda mulher (1990): Julia Roberts e Richard Gere em ótima forma. Um clássico dos anos 90, não tem como não gostar. A simplicidade do filme e da personagem de Roberts é incrível. A música do filme também é bem chiclete, você fica cantarolando "pretty woman" por um bom tempo.

Letra e música
(2007): Toda a cultura pop dos anos 80 do filme, a Drew Barrymore e até o Hugh Grant fazem desse longa leve e divertido. A cantora com quem ele faz a parceria também resulta em cenas bem engraçadas.

Nunca fui beijada
(1999): O melhor da Drew Barrymore, a retomada da vida um pouco tarde é um bom tema para filmes românticos. Deu certo nesse.

Vestida para casar
(2008): Uma comédia romântica divertida e bem engraçada. Katherine Heigl e aqueles vestidos todos ta bem engraçado.

De repente é amor
(2005): Um filme bem interessante, é romântico, tem todos os elementos desse gênero, tem final feliz, mas consegue ser diferente. A cena e que ele canta Bon Jovi é realmente alguma coisa!

Esses são alguns exemplos de filmes românticos que honram o gênero. Poderia falar de outros, mas não me estenderei mais. Vale a pena conferir esses longas, eles só podem ser perigosos se você for diabético, caso contrário vai firme!

Marília Dalenogare.

domingo, 12 de setembro de 2010

Algo se salva! Aleluia!




Todo mundo pode falar que os filmes da saga crepúsculo são meio toscos, mal feitos e mal adaptados, tudo bem, vocês estão certos, eles são isso mesmo, fazer o que, realidade é realidade. Eu, por exemplo, gosto muito dos livros, mas em relação aos filmes não gosto mesmo, e fiquei muito decepcionada com o que vi, como disse Felipe Neto “eu vi e fiquei triste”, eles estão tentando melhorar, mas já começou bem ruim, mesmo que melhore um pouco não vão ficar bons, só se refizer tudo (o que não é uma má idéia). Porém, entre tantos fatores negativos, tanta decepção do público e tanto dinheiro para eles, uma coisa é fato e não dá pra negar, um crédito que os filmes têm, e ninguém pode tirar por generalizar a qualidade da obra em todos os aspectos, é que sua trilha sonora é muito boa, ela é tão indie e com uma batida leve de rock, que eu acho incrível, e se enquadra perfeitamente na história, deixa os filmes com um ar meio independente, sei lá, meio despretensioso, o que seria bom se fosse na realidade, pois o grande assassino da saga é a sua popularidade e o que ela pode lucrar. Ela conta com grandes nomes do cenário mais alternativo musical, tem coisa comercial também, mas que não deixa de ser boa por isso. Dentre eles podemos citar: Vampire Weekend, Florence + the Machine, Muse, The Killers, Radiohead, Thom Yorke (sem Radiohead, ou com, em uma fase mais egoísta), Paramore, The Dead Weather, Lykee Li, Grizzly Bear, e mais muita gente fod*, e pouco conhecida, dos circuitos Nova Yorkinos e de outros lugares também. Ta aí então, um aspecto positivo dessa saga cinematográfica que acabou decepcionando a maioria dos fãs da história ao acrescentar e fazer se sobressair o lado super comercial do cinema, pelo menos em algum fator ela acertou. Ainda bem, assim a gente aproveita o som e esquece um pouco do que poderia ter sido.

Marília Dalenogare.

sábado, 4 de setembro de 2010

Páginas amarelas





Romances são romances. Não adianta, muitos inovam, mas não tem como fugir de um pouco de clichê, mas não tem jeito quem se dispõe a assistir um filme romântico sabe que será assim, não venha dizer que não foi avisado, e mais, sabe também que provavelmente o filme se desenrolará para o famoso final feliz, pois é, salvo algumas exceções é assim mesmo que acontece, e também não adianta dizer que você não torce para que o casal fique junto, é natural, é automático.
Pois é, e no meio de tantas opções que surgem para nós, sempre se consegue achar uma especial, um filme legal, este do qual vou falar não é necessariamente original, na verdade, pensando bem ele é até bem clichê, mas dane-se ele é leve, divertido e é um dos meus preferidos, na verdade nem sei muito bem por que.
Estou falando do filme Muito bem acompanhada, um filme de 2005 com a Debra Messing e o charmoso, elegante e sensual Dermot Mulroney, pois é, eles são o casal principal e dão vida a Kat e Nick, ela uma solteira insegura e abandonada pelo noivo, ele um acompanhante de aluguel encontrado quase que nas páginas amarelas, que irá acompanhar Kat no casamento da sua irmã mais nova, no qual o padrinho é o ex-noivo da Kat e a família toda fica o tempo todo repetindo que era a Kat que tinha que se casar antes da irmã.
O filme é muito simples, tem uma fotografia legal, sem grandes enredos, mas é esse o grande valor dele, a simplicidade, e, além disso, ele é bem engraçado, com situações cômicas e um desfecho que te deixa o filme todo com um sorriso na cara. O casal principal é muito legal, ela é tão louca, insegura e engraçada, que contrasta com ele que parece que sabe tudo de tudo, seguro e muito charmoso, de verdade.
Assim vai decorrendo o filme, em meio a uma família louca e alguns problemas que aparecem pelo caminho junto com a identificação do casal, que vai se dando de uma forma bem legal, com uma áurea de paixão gritante.
O longa ainda tem uma trilha sonora em pontos-chave, bem acertada que casa bem com o momento. Na hora em que toca a música do Maroon 5 é incrível, meu Deus, é uma coisa quase sussurrada, fica tão sexy.
Além disso, Nick nos presenteia com conselhos sobre relacionamentos, onde ele defende a máxima de que toda mulher tem exatamente a vida amorosa que deseja. Olha só! Não é que ele até tem um pouco de razão, para o desespero de Kat. O cara é inteligente.
Essa é mais uma comédia romântica sim, mas uma daquelas que por algum fator se diferencia das outras, mesmo tendo na verdade muita coisa igual. Pode ser pelo carisma da protagonista, pelo olhar do protagonista, ou sei lá porque, mas ela tem algum ingrediente, que a deixa mais parecida com a vida real, sem grandes efeitos e reviravoltas, somente com histórias que vão se desenvolvendo simplesmente sem grandes mistérios, como na vida real. Uma boa pedida, fica ainda melhor se você assistir muito bem acompanhada.

Marília Dalenogare.

terça-feira, 17 de agosto de 2010

Uma outra roupagem





Uma questão bem interessante para ser analisada em muitos filmes, para quem gosta de boas atuações inesperadas é o uso de atores cômicos em filmes ou papéis mais dramáticos. É uma mudança de ares bem importante, pois parece que eles se esforçam mais, parece não, acredito que eles se esforcem mesmo, pois na comédia eles já estão garantidos e consagrados, o drama é um campo novo e desconhecido que eles têm que atuar com maestria. Onde eles precisam provar todo o seu talento como no início da carreira, como se seu currículo tivesse sido apagado e eles tivessem que construir sua história novamente.
E é aí que eles mostram sua qualidade, porque atuar é isso, é entrar em todas as áreas, principalmente com competência em todas, porque saber fazer só uma coisa, com uma receita pronta qualquer um sabe. Ok, nem qualquer um, mas essa é a idéia.
Talvez isso aconteça comigo por eu não ser muito fã de comédia, só gosto das boas, cada vez mais raras, e sendo assim não sou fã de carteirinha desses astros metido a piadista, e vê-los em outro estilo de filme, com outras caretas e expressões se torna uma grata surpresa. Isso já vale a locação.
Exemplo disso são 3 atores hollywoodianos, figuras conhecidas e engraçadas. São eles: Steve Carell, Jim Carrey e Adam Sandler. Representando personagens dramáticas nos filmes, respectivamente: Pequena Miss Sunshine, Brilho Eterno de uma Mente sem Lembranças e Reine Sobre Mim. Filmes interessantes e atuações bem legais, vale a pena conferir.
Tem algo de interessante ao ver naquele rosto geralmente risonho um cenho triste e preocupado. Tem algo de novo naqueles rostos tão conhecidos. Você é pega de surpresa e é aí que está o mais interessante, a surpresa, melhor ainda se for boa.

Marília Dalenogare.

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Adorável Juno


Eis que há um filme que quase ganhou uma estatueta dourada, pois é, quase, uma pena, pois com certeza ele tinha calibre pra isso e que nos ganha pela sua simplicidade e grandes diálogos. Uma história apaixonante, leve e com uma pitada de vida real e normal incrível. Este é Juno.
Juno é um filme meio pop e seu lado e visual independente é gritante, ele fala da história da menina Juno, uma adolescente de 16 anos que engravida de um carinha do colégio e que após se dar conta que não tem condições de ficar com a criança decide dar seu filho para adoção, é assim mesmo, simples ela procura em um lugar parecido com os classificados pais para o seu filho e acaba encontrando um casal com pinta de casal perfeito, mas nem tudo são flores.
Quando as pessoas vêm a temática adolescente grávida, todo mundo pensa que é uma história clichê e cheia de lição de moral. Não é, e acredite, Juno é bem diferente. Ele simplesmente não trata da evolução da gravidez dela, mas sim de como Juno recebe essa novidade, lida com ela, conhece a família adotiva e se afeiçoa a eles, algo do tipo.

Além do mais, Paulie, o pai da criança é simplesmente ótimo, ele é feito pelo ator Michael Cera, que representa com maestria aquele garoto bobo e magricela que adora balinhas de laranja. O ator consegue imprimir traços do seu personagem muito bem, como a insegurança, as dúvidas e tudo o mais que acompanha um adolescente que vira pai. Para ter uma idéia da moral dele, quando a Juno conta pro pai dela que ta grávida dele, ele diz algo do tipo: “Não achei que ele fosse capaz”.
O elenco todo do filme é muito bom, tanto o pai de Juno quanto a madrasta dela que é meio tarada por cachorros. Os pais adotivos também são ótimos. Quem dá vida a Juno é a atriz Ellen Page, uma graça de moça, com muita atitude e esperteza, ela enfrenta a gravidez de um modo bem diferente, mas não deixa de transparecer a preocupação que essa situação exige.
O melhor do filme é que aos poucos todos os personagens vão encontrando seu caminho, inclusive os pais adotivos que começam a rever a sua vida de casado após a chegada de Juno, eles aparentemente parecem o casal 20, feliz, bem de vida,com um único problema: a mulher não consegue engravidar e ela é louca para ser mãe. O marido acaba percebendo que todas as suas coisas estão em caixas em uma sala, que na casa limpa e impecável deles não tem lugar para suas guitarras e seus discos.
O filme tem vários diálogos remetendo a algo mais pop, fala de música, de filmes, de comportamento, onde em meio a essas conversas aos poucos Juno vai se identificando com a família que será a família de seu filho. A menina é muito espirituosa, metida a engraçadinha e ela é mesmo bem engraçada, cheia de frases e insinuações bem humoradas.
Ah, outro ponto ótimo do filme são os cenários, que caracterizam demais os personagens, exemplo disso é o telefone em forma de hambúrguer de Juno, isso é a cara dela.

Toda a abordagem do filme, todo o crescimento da protagonista com relação a uma gravidez indesejada é tudo, menos clichê, isso que é meio louco, não que o filme seja leviano ou superficial, não isso, porém o filme trata mais do modo como a adolescente se porta nesse tempo e encara essa doação, como a sua família e seu “namorado” se sentem com relação a isso. É uma progressão. Uma deliciosa e delicada progressão.
O filme tem uma trilha sonora muito boa também, tem gente como Sonic Youth, Cat Power e ainda tem um dueto dos protagonistas em uma música muito gostosa de se ouvir, um dueto suave, o qual fecha o filme com a chave de ouro.
Esse é um filme simples, nada comparado aos padrões hollywoodianos cheios de efeito e vazios de história. Uma produção independente que virou o xodó de muitos festivais, ganhou muitos deles e ainda deixou muitas pessoas com a sensação de injustiça quando ele perdeu o Oscar. Uma grande pedida.

Marília Dalenogare.